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terça-feira, 15 de novembro de 2011

                        Importância dos Seminários na Igreja

“Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar, com o poder de expulsar os demônios.” (Mc 3, 13-15)

Os seminários, na diocese, se identificam como o monte sobre o qual Jesus chamou os Apóstolos para o seguirem. Com o auxílio de diversas pessoas, especialmente daqueles que trabalham no SAV - Serviço de Animação Vocacional – os jovens chamados vão até Jesus no monte que é o Seminário e aí ficam em sua companhia por alguns anos. Como são importantes os Seminários numa diocese! Ali, os jovens têm a oportunidade de concluírem sua formação acadêmica - alguns ainda no ensino fundamental e médio - e aperfeiçoarem-se em sua formação integral. Posso dizer, com toda a certeza, que se não fossem os Seminários, muitos, dos que já são presbíteros, não teriam tido a oportunidade de desenvolver sua vocação sacerdotal. Chamados ao ministério presbiteral, no Seminário Menor ou no Maior, os seminaristas têm um ambiente favorável para aprofundarem e aperfeiçoarem aquilo que o Senhor iniciou em seu coração desde a mais tenra idade.

Juntamente com seus colegas, os seminaristas ficam em companhia de Jesus no período de permanência no Seminário. E ali, diariamente, por meio dos formadores, vão sendo instruídos e acompanhados vocacionalmente, da mesma forma que os Apóstolos eram acompanhados por Jesus. Durante o tempo de seminário, recebem uma sólida formação, especialmente nas dimensões humana, espiritual e intelectual.

Na dimensão humana, aprendem que “os padres precisam ser gente”, pessoas saudáveis, com uma personalidade humana capaz de facilitar aos outros, o encontro com Jesus Cristo Redentor. Ajudados pelos formadores, especialmente pelo Reitor e Diretor Espiritual, cultivam uma série de qualidades humanas, necessárias à vida sacerdotal, tais como: a educação para o amor à verdade, a lealdade, o respeito a cada pessoa, o sentido da justiça, a fidelidade à palavra dada, a verdadeira compaixão, a coerência... Na convivência com os formadores, professores e colegas, cultivando relações humanas de serena amizade e de profunda fraternidade, paulatinamente vão crescendo no amor vivo e pessoal a Jesus Cristo, Bom Pastor. Esta experiência os fortalece para que mais tarde possam assumir com liberdade e humildade a vida celibatária, tão necessária para o exercício pleno da vida sacerdotal.

Na dimensão espiritual, graças ao testemunho dos formadores que, amavelmente, acompanham os seminaristas no desenvolvimento de sua vocação, o tempo vivido no Seminário é um tempo precioso quando desenvolvem uma relação de comunhão e de amizade profunda com o Senhor. Busca-se essa amizade com Jesus por meio da fiel meditação da Palavra de Deus - a Lectio Divina - pela participação ativa dos mistérios sacrossantos da Igreja, sobretudo da Eucaristia; como também, através das orações da Liturgia das Horas, das adorações ao Santíssimo Sacramento, do santo Rosário que diariamente nos leva a amar sempre mais a Santíssima Virgem Maria - mãe de Jesus e modelo para todos os sacerdotes - da Direção Espiritual, da Confissão frequente, dos Retiros Espirituais, das conversas com os formadores, das Leituras Espirituais... Tudo isso ajuda os seminaristas a viverem em íntima comunhão e familiaridade com Deus Pai, e a buscar, com perseverança, uma amizade íntima com Jesus, com quem se configuram através da ordenação presbiteral.

Na dimensão intelectual, a vida no Seminário estimula os jovens candidatos ao sacerdócio a estudar e dá suporte para que perseverem nos estudos. Cada um é motivado firmemente a apreender os conteúdos lecionados. A formação intelectual é de suma importância em vista do ministério pastoral do presbítero chamado a enfrentar os desafios da nova evangelização. Por isso, devem estudar e aproveitar o máximo do tempo para aprimorar seus conhecimentos.

Sem uma experiência de vida no Seminário, não há condições de se ter uma formação que prepare bem - e integralmente - os jovens chamados à vida sacerdotal, sobretudo nos dias atuais quando o mundo nos atrai para satisfazermos somente nossas necessidades puramente terrenas.

“Sem dúvida, os seminários e as casas de formação constituem um lugar privilegiado - escola e casa - para a formação de discípulos e missionários. O tempo da primeira formação é uma etapa onde os futuros presbíteros compartilham a vida, a exemplo da comunidade apostólica ao redor do Cristo ressuscitado: oram juntos, celebram uma mesma liturgia que culmina com a Eucaristia, a partir da Palavra de Deus recebem os ensinamentos que vão iluminando sua mente e modelando seu coração para o exercício da caridade fraterna e da justiça, prestam serviços pastorais periodicamente a diversas comunidades, preparando-se assim para viver uma sólida espiritualidade de comunhão com Cristo Pastor e docilidade à ação do Espírito Santo, convertendo-se em sinal pessoal e atrativo de Cristo no mundo, segundo o caminho de santidade próprio do ministério sacerdotal.” (Aparecida, 316)

Tenhamos um grande amor aos nossos seminários e uma profunda gratidão pelos que ali trabalharam ou continuam trabalhando. Deus é fiel. Ele realiza sua obra com todos os que, de coração aberto e com humildade, se colocam ao seu serviço. Agradeçamos a ele pelas maravilhas que realiza na Igreja através dos seminários!

Mesmo que muitos tenham passado por eles e não tenham chegado ao sacerdócio, tenho certeza de que alí receberam uma excelente formação e que, hoje, estão na sociedade servindo o próximo de diversas formas. Os seminários estão a serviço da Igreja e da sociedade.


Autor: Dom Celso Antônio Marchiori
Data: 14/09/2010

sábado, 24 de setembro de 2011

  


MENSAGEM DIÁRIA "Pe. NATALICIO"

14 NOVEMBRO 2011
   
         

 Emoticon, gifs animado, smiley de 
silencio, calla, cremallera, punto en boca, cerrar el pico, cuchicheo, 
silence       Emoticon, gifs animado, smiley de 
silencio, calla, cremallera, punto en boca, cerrar el pico, cuchicheo, 
silence     



                                                            "EU DISSE SILÊNCIO" (Lc 18, 35 - 43)
                                                                                           






                                                              No ano de 1978, eu começava o meu curso Técnico em Magistério, em Ivaiporã. Superando minha crise vocacional do início de 1977, estava morando com Padre Dé. Tinha terminado a oitava série na cidade de Santa Fé. Conviver com o Padre Dé foi decisivo na minha vida missionária. Fiz progressos significativos na minha vida espiritual e pastoral. Participei, pela primeira vez do CEIA (Curso de Evangelização e Integração Apostólica). Foi um curso muito importante. Aprendi muitas coisas que pratico até hoje. Lembro-me daquela noite ali naquele prédio velho da Paróquia Cristo Rei, em Apucarana. Foram tres dias, começando na sexta e terminando no domingo.
                                                              Na primeira noite, logo após as palestras e a sessão da abertura, Padre Dé recomemdou que todos deveríamos repousar em silêncio. Eram quartos grandes com várias camas. Era um grande grupo de homens casados e solteiros. É claro que é quase impossível se manter silêncio absoluto. Sempre havia algumas conversas de pessoas se cumprimentando, ou fazendo algum comentário!  Lá pelas tantas, ouvimos um berro no corredor: "EU DISSE: SILÊNCIO!!!"  Aquele grito explodiu pelos corredores daquele velho prédio, e, continua até hoje na minha memória!  Gritar "SILÊNCIO" pode ser bom mas tambem pose ser mal! Pode ajudar e pode atrapalhar. Conhecemos uma música do Padre Zézinho, cujo título é: "O SILÊNCIO ESTÁ CANTANDO". Portanto, existe uma comunicação no silêncio. É preciso entender o valor do silêncio!
                                                              Deve ser uma técnica de meditação de crescimento espiritual. Retirar-se da vida normal de intenso barulho para fortalecer-se e continuar na missão. Neste sentido o silêncio é precioso. Deve ser cultivado e valorizado. Mas, o silêncio pode ser uma forma de opressão e dominação. Pode ser uma limitação da liberdade de expressão. Pode ser uma técnica maldosa de impedir as pessoas de se comunicarem, se revelarem! Para mostrar que Jesus é contra esse método, por muitas vezes Ele curou os mudos, fazendo-os falar e curou os surdos, fazendo-os ouvir. Mostrando que é importante o diálogo: falar e ouvir; ouvir e falar.
                                                                 Nos arredores de Jericó, aconteceu uma cena importante. Um homem cego, estava pedindo esmola. Ele era cego mas ouvia e falava. Ao ouvir borburinho de pessoas passando, perguntou o que estava acontecendo; ao saber que era Jesus, pediu, com insistência, para que o Messias o curasse. Mas, os seguidores de Jesus, mandaram ele ficar em silêncio. Ele porém não obedeceu e gritou ainda mais forte. Pela sua insistência, Jesus interrompeu a sua viagem e o atendeu. Os Discípulos de Jesus não deveriam ter feito aquilo! Ao contrário, deviam ter incentiivado aquele homem a buscar Jesus. Essa deve ser a missão dos seguidores de Jesus.
                                                                  Devemos facilitar o acesso das pessoas a Jesus que é: 'CAMINHO, VERDADE E VIDA". É importante que eu fale das pessoas com Jesus. É  importante também que eu fele de Jesus para as pessoas. Mas é muito melhor incentivar e facilitar as pessoas a falarem pessoalmento com Ele, o Mestre. Tenho insistido muito nisso. Tenho procurado criar mecanismos que facilitem essa aproximação. Cito aqui a organização das Pastorais, das Comunidades, dos Retiros e Palestras e o incansável serviço no rádio. Eu creio nisso! Trabalho pra isso! E que ASSIM SEJA...
 
 
ORAÇÃO:
 
 
Ó Deus! Pai de Poder!
Pelo Vosso Poder Infinito:
- Não permitas que humilhemos as pessoas!
- Ajudai-nos a colaborar na comunicação ente as pessoas!
- Não concinta que sejamos obstáculos para as pessoas chegarem até Vós!
- Fazei-nos persistentes em nossas orações!
- Acolhei nossa gratidão pelo acolhimento do Vosso Filho Jesus...
                                                                                                 AMÉM!